Ablação permite tratar nódulos de forma minimamente invasiva
A ablação é um tipo de tratamento para nódulos que pode ser realizado por meio de diferentes métodos, incluindo radiofrequência, micro-ondas e crioablação.

A ablação é um procedimento feito por médicos radiologistas intervencionistas com o auxílio de ultrassom. Essa abordagem terapêutica tem várias aplicações, sendo uma das principais o tratamento de nódulos da tireoide.
O que é ablação?
A ablação é um tipo de tratamento para nódulos (lesões sólidas que podem surgir em diversas partes do corpo, sendo benignas ou malignas).
Esse procedimento pode ser realizado por meio de diferentes métodos, mas, essencialmente, consiste na introdução de uma agulha no organismo do paciente com o intuito de destruir a lesão.
Tipos de ablação
São três as principais tecnologias empregadas na ablação: radiofrequência, micro-ondas e crioablação.
Na ablação por radiofrequência, a agulha emite ondas de corrente elétrica e, assim, aquece o tecido do nódulo, destruindo-o. Na ablação por micro-ondas, a lesão também é tratada por aumento de temperatura – mas, nesse caso, é possível atingir temperaturas mais elevadas do que por radiofrequência. Já a crioablação atua congelando o tecido do nódulo.
Ablação de tireoide
A ablação de tireoide é frequentemente realizada para tratar quadros de bócio. Essa é uma condição caracterizada pelo aumento da glândula tireoide, que pode ser acompanhado pela presença de nódulos. O principal sintoma do bócio é o inchaço na região anterior do pescoço. Pode haver ainda sensação de aperto na garganta, dificuldade para engolir ou respirar, tosse seca, rouquidão, entre outras manifestações.
Conforme o caso, há indicação para ablação ou para cirurgia. Quando o bócio é tratado por meio de uma cirurgia na qual se remove completamente a tireoide, é necessário que o paciente tome medicamentos de forma contínua para repor os hormônios tireoidianos após a intervenção.
Nesse sentido, a ablação de tireoide representa uma vantagem: ela é capaz de reduzir expressivamente o tamanho dos nódulos sem retirar a tireoide ou alterar sua função, proporcionando uma recuperação mais simples. No entanto, há sempre que se ter a indicação correta para ablação. Não é qualquer nódulo tireoideano que pode ser submetido à ablação térmica.
Mais recentemente e não de forma unânime, a ablação tem sido considerada uma opção na linha de tratamento para o câncer de tireoide. A abordagem mais adequada para essa doença varia de acordo com as características particulares de cada paciente, mas, em geral, a ablação pode ser considerada principalmente nos casos de tumores diagnosticados em estágios iniciais. Cabe enfatizar ainda que, no meio médico, a cirurgia é o tratamento indicado para o câncer da tireoide, sendo esta uma abordagem que cura em cerca de 95% dos casos.
Como o procedimento de ablação é feito?
A ablação de tireoide é um procedimento minimamente invasivo, que não requer internação hospitalar. Primeiro, o paciente recebe uma sedação leve. Depois, o médico introduz agulhas no pescoço do indivíduo e localiza o nódulo com o auxílio do ultrassom. Geralmente, o tempo total do procedimento não ultrapassa 1h30.
Vale mencionar também que existem outras ablações: de rim, fígado, pulmão e ossos, por exemplo. Nessas situações, porém, o procedimento tem uma complexidade maior e deve ser feito em ambiente hospitalar.
Como é a recuperação?
A recuperação após a ablação da tireoide é simples e rápida. Cerca de quatro horas depois do procedimento, o paciente costuma ter plenas condições de receber alta e voltar para casa.
Fonte: Dra. Maria Cristina Chammas (Radiologista) e Dra. Juliano Ribeiro de Andrade (Médica intervencionista)
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