Home
Saúde
Artigos
Estrogênio: o que é, função e exame para avaliar nível 
Saúde5 minutos de leitura

Estrogênio: o que é, função e exame para avaliar nível 

Além de ser importante para a reprodução feminina, o estrogênio atua sobre outros sistemas do organismo, contribuindo para a saúde óssea, cardiovascular e cerebral.

Publicado em 17/07/2026
Estrogênio: o que é, função e exame para avaliar nível 

estrogênio está envolvido em vários processos do organismo, sobretudo nas mulheres. Além de ser importante para a reprodução feminina, ele contribui para a saúde óssea, cardiovascular e cerebral. 

Alterações em seus níveis têm diversas causas possíveis e podem causar sintomas desconfortáveis.

O que é estrogênio e para que serve?

“Estrogênio” é um termo muito utilizado para se referir a um grupo de hormônios que atuam principalmente sobre o sistema reprodutivo feminino.

Tais hormônios são produzidos pelos ovários e pelas glândulas adrenais e contribuem para uma série de funções, incluindo: 

  • Desenvolvimento de características sexuais na puberdade (como crescimento, desenvolvimento dos seios e alargamento dos quadris); 
  • Regulação do ciclo menstrual; 
  • Preparação do útero para uma gravidez; 
  • Manutenção da densidade óssea; 
  • Distribuição da gordura corporal; 
  • Saúde dos vasos sanguíneos; 
  • Atividade do sistema nervoso central (impactando, por exemplo, o humor, a memória e a concentração). 

Vale dizer que o estrogênio também está presente no organismo masculino, mas em menores quantidades.

A produção ocorre nos testículos e nas glândulas adrenais, sendo importante para a saúde óssea e para a produção de espermatozoides. 

Tipos de estrogênio

Existem três tipos principais de estrogênio: 

  • Estrona (E1): o único tipo de estrogênio que continua sendo produzido pelo organismo feminino mesmo após a menopausa; 
  • Estradiol (E2): o tipo de estrogênio predominante em mulheres em idade reprodutiva, estando envolvido na ovulação, no espessamento do endométrio e na saúde óssea e cerebral; 
  • Estriol (E3): o tipo de estrogênio cuja produção aumenta durante a gestação, auxiliando o corpo a se preparar para o parto e para a amamentação. 

Estrogênio alto

Mulheres com estrogênio alto podem apresentar sintomas como inchaço, sensibilidade nas mamas, ganho de peso e alterações no ciclo menstrual. Entre as possíveis causas para o aumento dos níveis de estrogênio, estão: 

  • Obesidade;  
  • Exposição a disruptores endócrinos (substâncias químicas que “imitam” moléculas hormonais e podem estar presentes em plásticos e produtos químicos);  
  • Uso de anticoncepcionais hormonais;  
  • Terapia de reposição hormonal inadequada;  
  • Ingestão acidental de hormônios (ex: crianças); 
  • Presença de tumores ovarianos ou de glândulas adrenais. 

É pertinente mencionar que, em homens, níveis elevados de estrogênio podem afetar a fertilidade e levar ao desenvolvimento de características femininas, como o aumento das mamas (ginecomastia). 

Estrogênio baixo

Nas mulheres, menores níveis de estrogênio podem levar a ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal, dificuldade para dormir, diminuição da libido e alterações de humor. A longo prazo, ter pouco estrogênio pode aumentar o risco de osteoporose e doenças cardiovasculares.  

Diversos fatores podem estar associados a níveis baixos de estrogênio: 

  • Menopausa; 
  • Distúrbios alimentares (ex: bulimia); 
  • Perda de peso acentuada; 
  • Excesso de exercícios físicos; 
  • Amamentação;  
  • Hiperprolactinemia (tumores produtores de prolactina podem bloquear a produção de estrogênios); 
  • Condições médicas que predispõem ao desequilíbrio hormonal (como a síndrome ovariana metabólica poliendócrina, antigamente chamada de síndrome dos ovários policísticos).

Estrogênio e progesterona: relação entre os dois hormônios

progesterona é outro hormônio relevante para o sistema reprodutivo feminino. Ela é produzida principalmente pelos ovários e ajuda a preparar o endométrio para receber um óvulo fertilizado. Se a gestação não ocorrer, os níveis de progesterona diminuem e, assim, o endométrio passa a descamar – dando início à menstruação. 

Ou seja, a progesterona, assim como os estrogênios, está envolvida no ciclo menstrual e na saúde reprodutiva da mulher. Tais hormônios trabalham em conjunto. O desequilíbrio de um ou de ambos pode causar irregularidade menstrual, dificuldade para engravidar, entre outras alterações.

Exame para avaliar estrogênio

Os níveis de estrogênio costumam ser avaliados por meio de um exame de sangue. Para realizá-lo, basta coletar uma amostra de sangue de uma veia do braço. É comum que esse exame seja solicitado em casos de: 

  • Puberdade precoce ou tardia;
  • Perimenopausa; 
  • Investigação de condições que afetam os ovários (como síndrome ovariana metabólica poliendócrina); 
  • Monitoramento de gestantes; 
  • Acompanhamento de tratamentos (para infertilidade, menopausa ou câncer de mama, por exemplo). 

A depender dos sintomas apresentados, também podem ser solicitados outros exames para complementar a avaliação – como ultrassonografia pélvica, densitometria óssea e testes laboratoriais ligados ao metabolismo.

Valores de referência

Os valores de referência podem variar conforme o laboratório e a metodologia utilizada. Por isso, é fundamental se atentar aos dados que constam no laudo do exame.

Como repor estrogênio?

A reposição de estrogênio é uma modalidade de terapia hormonal que pode ser recomendada a pacientes que sintam desconfortos devido à queda na produção de estrogênio e de progesterona típica da menopausa. 

É possível prescrever apenas o estrogênio ou somente a progesterona ou, então, combinar ambos. A escolha mais adequada depende de particularidades de cada quadro, sendo imprescindível consultar um médico ginecologista. 

Nesse contexto, o estrogênio auxilia a controlar os fogachos (ondas de calor), a tratar o ressecamento vaginal e a prevenir a perda óssea. Ele pode ser administrado de maneira sistêmica (via comprimidos, géis ou adesivos que fazem com que o estrogênio circule pelo organismo todo) ou local (aplicado especificamente na região vaginal para controlar sintomas como secura). 

Fonte: Dra. Adriana Bittencourt Campaner, ginecologista

Publicado por
Equipe do Alta DiagnósticosEquipe do Alta Diagnósticos

Leia também

Ler o artigo completo
SOMP: sintomas, sinais e tratamento 
Saúde9 minutos de leitura

SOMP: sintomas, sinais e tratamento 

A SOMP (antiga SOP) é uma condição hormonal que afeta de 10 a 13% das mulheres em idade fértil. Conheça os sintomas e sinais.

Publicado em 28/07/2026
Ler o artigo completo
Hemoglobina Glicada: como funciona o exame e onde fazer
Saúde6 minutos de leitura

Hemoglobina Glicada: como funciona o exame e onde fazer

A hemoglobina glicada (HbA1c) revela a média da glicemia dos últimos 3 meses. Saiba o que é, os valores de referência, quando fazer e onde agendar o exame.

Publicado em 28/07/2026
Ler o artigo completo
Vacinas do calendário vacinal adulto (dos 20 anos à terceira idade)
Saúde8 minutos de leitura

Vacinas do calendário vacinal adulto (dos 20 anos à terceira idade)

Vacinas do calendário vacinal adulto: saiba quais são indicadas para cada faixa etária e como agendar no Alta Diagnósticos.

Publicado em 17/07/2026
Ler o artigo completo
Sangramento vaginal anormal: o que pode ser e o que fazer
Saúde6 minutos de leitura

Sangramento vaginal anormal: o que pode ser e o que fazer

O sangramento vaginal fora do período menstrual pode ter várias causas. Saiba o que pode ser, quando é sinal de alerta e quais exames investigam a causa.

Publicado em 15/07/2026
Ler o artigo completo
Vacina Herpes zóster: quem pode tomar, preço e doses
Saúde8 minutos de leitura

Vacina Herpes zóster: quem pode tomar, preço e doses

A vacina herpes zóster (Shingrix) é recomendada para adultos acima de 50 anos e pessoas a partir de 18 anos que tenham risco aumentado para herpes zóster (como as imunossuprimidas).

Publicado em 06/07/2026
Ler o artigo completo
Vacina HPV nonavalente: proteção contra o vírus do HPV
Saúde11 minutos de leitura

Vacina HPV nonavalente: proteção contra o vírus do HPV

Tire suas dúvidas sobre a vacina HPV, disponível para proteger homens e mulheres do Papilomavírus Humano. Veja quem deve tomar, preço e onde se vacinar!

Publicado em 06/07/2026
Ler o artigo completo
Beyfortus (Nirsevimabe): proteção contra o VSR
Saúde8 minutos de leitura

Beyfortus (Nirsevimabe): proteção contra o VSR

Beyfortus (Nirsevimabe) é um medicamento que oferece proteção específica contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Saiba mais e agende agora!

Publicado em 06/07/2026
Ler o artigo completo
Lecanemabe: como o novo medicamento de Alzheimer age
Saúde8 minutos de leitura

Lecanemabe: como o novo medicamento de Alzheimer age

Lecanemabe: medicamento aprovado no Brasil é capaz de desacelerar a progressão do Alzheimer. Saiba como age, quem pode usar e onde fazer o tratamento.

Publicado em 30/06/2026
Ler o artigo completo
Baixa densidade óssea: o que é, causas, sintomas e tratamento
Saúde5 minutos de leitura

Baixa densidade óssea: o que é, causas, sintomas e tratamento

Em um quadro de baixa densidade óssea, a quantidade de minerais diminui na estrutura dos ossos, deixando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas.

Publicado em 10/06/2026
Ler o artigo completo
Estradiol: entenda sua função, como é o exame e onde agendar 
Saúde6 minutos de leitura

Estradiol: entenda sua função, como é o exame e onde agendar 

O estradiol é o principal estrogênio do organismo feminino. Saiba para que serve, como é feito o exame e o que significam valores altos e baixos.

Publicado em 10/06/2026